OCLUSÃO SOBRE IMPLANTES

OCLUSÃO SOBRE IMPLANTES

OCLUSÃO SOBRE IMPLANTES

O sucesso clínico de próteses sobre implantes depende de adequado controle e um bom domínio da colusão.

Os fatores biomecânicos devem ser o foco no momento do ajuste oclusal. Para se evitar complicações ou intercorrências nas reabilitações implantossuportadas, é de fundamental importância que se respeitem estes fatores.

Para que uma reabilitação seja adequada, é importante observar as seguintes características:

Controle da atividade muscular parafuncional

Correta dimensão vertical de oclusão

Correto respeito ao espaço funcional livre

Ausência de contatos oclusais prematuros

Respeito às guias estáticas e dinâmicas

Reduzida extensão da plataforma oclusal, em comparação com a superfície sobre dentes

Localização e quantidade de implantes instalados

Relação entre coroa e implante adequada

Qualidade e quantidade óssea adequada

 

Caso o profissional não se atente à uma superfície oclusal deficiente ou à sobrecargas por atividades parafuncionais, a reabilitação é submetida à uma sobrecarga. Esta carga excessiva é dissipada no osso que circunda os implantes, nos elementos protéticos e nos dentes artificiais (sejam de resina ou de porcelana). Caso esta situação perdure por muito tempo, pode causar perda óssea marginal, afrouxamento ou fratura dos parafusos ou dos componentes protéticos, perda da osseointegração, fratura dos materiais restauradores e/ou falha na cimentação ou fratura do implante.

 

Os dentes naturais possuem o ligamento periodontal que os circunda. Este faz um efeito amortecedor do dente em relação ao osso, além de transformar movimentos de pressão (que causariam perda óssea) em movimentos de tração (que causam aumento da cortical óssea). Porém os implantes são osseointegrados diretamente ao osso, o que faz com que as cargas oclusais aplicadas sobre eles sejam distribuídas diretamente ao osso, sem a transformação das forças de pressão em tração. Por este motivo, a preocupação de um correto ajuste oclusal em próteses sobre implante é maior.

 

Nesta situação, caso as forças oclusais excedam a capacidade de absorção de impactos do conjunto implante/dente protético, certamente este conjunto entrará em colapso.

 

Os conceitos atuais de oclusão recomendam que os contatos oclusais devem respeitar o esquema “ponte de cúspide/fundo de fossa”, nunca permitindo que o contato em máxima intercuspidação ocorra em planos inclinados dos dentes. Caso isto ocorra, as cargas oblíquas decorrentes levarão a um enfraquecimento de todo o conjunto reabilitador. Por este mesmo motivo, é recomendável que as cúspides tenham baixa inclinação e que a superfície oclusal seja de tamanho reduzido quando comparada com dentes naturais. Desta maneira, conseguimos minimizar as forças oblíquas em movimentos excursivos de lateralidade.

 

A força aplicada sobre a prótese ou sobre os dentes é chamada de carga. Esta carga é gerada pelos músculos elevadores da mandíbula, quando estes contraem suas fibras musculares na sua potencia máxima. Esta contração é chamada de Contração Isométrica.

 

Como descrito acima, quando o cirurgião dentista tiver de reproduzir os movimentos de lateralidade sobre próteses sobre implante, é de fundamental importância que os dentes posteriores não sejam submetidos a forças oblíquas. Isto vale para o lado de trabalho quanto para o lado de balanceio. Para isto, utiliza-se a Guia Canina. Já na oclusão cêntrica, os dentes posteriores recebem a maior carga mastigatória, de forma simultânea e equilibrada. Este tipo de oclusão chama-se Oclusão Mutuamente Protegida.

 

Além desta preocupação, que é fundamental, também é importante que se leve em consideração, para a determinação do tipo de oclusão, fatores como:

Extensão da prótese

Anseios estéticos do paciente

Idade do paciente

Condição dos dentes remanescentes

Condição motora do paciente

 

Muitas vezes, dependendo das condições encontradas clinicamente, o profissional necessita fazer o possível, o que pode não ser o ideal. Por isto, é necessário saber o ideal para saber, com o uso do bom senso, onde mais próximo podemos chegar do ideal.

 

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