Cefaleia, dor de cabeça ou dor na face. O que é?

Cefaleia, dor de cabeça ou dor na face. O que é?

Cefaleia, dor de cabeça ou dor na face. O que é?

Cefaleia, dor de cabeça ou dor na face.

Com o aumento das situações que geram ansiedade na sociedade atual, cada vez é maior (e tende a aumentar cada vez mais) o número de pessoas que apresentam dores de cabeça ou dores na face (cefaleia).

Para o leigo é difícil compreender a relação entre estas dores e a ansiedade ou estresse. Por isto, vamos explicar: quando estamos com nosso sistema nervoso em alerta, temos duas situações que podem gerar as dores de cabeça ou dores na face.

A primeira está relacionada ao bruxismo. Este é caracterizado por uma contração muscular dos músculos da face e/ou que revestem o couro cabeludo, de forma involuntária, estimulada pelo sistema nervoso central, que ocorre principalmente durante o sono.

A segunda está relacionada à uma parafunção. Esta é caracterizada por uma contração adquirida por um hábito (não involuntária), que não possui nenhuma função para o organismo.

Estas contrações, quando realizadas de forma repetida e por longas horas, levam os músculos contraídos  a perderem, em algumas áreas no seu interior, a vascularização sanguínea. A perda de vascularização sanguínea dentro dos músculos leva à liberação de enzimas nociceptivas (relacionadas à dor). Estas áreas passam a se apresentar doloridas, seja ao toque (pressão), seja de forma espontânea.

Quando estas dores estão presentes na região da face ou do couro cabeludo (fazendo um “arco” à frente, sobre e atrás da orelha), são normalmente confundidas com dores de cabeça (também chamada de cefaleia). Isto ocorre pois o relacionamento destas áreas musculares é íntimo com o interior do cérebro, através de ligações nervosas ou vasculares, e isto confunde o paciente e, muitas vezes, o profissional que o está tratando.

Porém, por não serem dores de origem neurológica ou otológica (ouvido), muitas vezes os pacientes permanecem durante anos em tratamento para cefaleia, sem solução adequada.

Infelizmente esta situação, que é bastante comum, leva à uma dependência medicamentosa por parte do paciente, que torna-se, muitas vezes, ele mesmo ( o medicamento) o desencadeador das crises dolorosas, prorrogando a cefaleia indefinidamente

E onde entra o cirurgião dentista neste quadro? O cirurgião dentista, quando especialista em disfunção orofacial, muda o foco do problema e, ao invés de buscar a origem da dor dentro do crânio ou do ouvido, passa a buscar os pontos gatilho (pontos de origem da dor) na musculatura facial. E assim, ao  identificar que a origem das dores é de origem muscular, desenvolve terapias que permitam levar maior fluxo sanguíneo dentro das áreas isquemiadas (com pouca vascularização) dentro dos músculos. Desta maneira, o tratamento passa a ser não medicamentoso e muito mais eficaz.

Estas terapias incluem: termoterapia (aplicação de calor na área afetada), TENS (estímulos elétricos), agulhamento seco (“cutucar” as áreas isquemiadas para aumentar a vascularização), alongamento, terapia cognitivo comportamental, entre outros.

Logicamente é necessário que o profissional esteja apto a identificar que a origem da dor seja de origem muscular (principal causa de dor orofacial). Há possibilidade de que a origem da dor seja de problemas ósseos/articulares (segunda causa de dor orofacial), ou mesmo de outros órgãos na região (muito mais raros de serem encontrados). É fundamental que o profissional também conheça e compreenda os mecanismos de ação de outros tipos de cefaleia, para que, quando seja o caso, possa indicar o paciente ao profissional competente.

Caso tenha maior interesse em conhecer o assunto (cefaleia ou DTM), clique AQUI. Este site é da American Academy of Orofacial Pain, uma das associações com maior autoridade no mundo sobre este assunto, onde aborda a questão da cefaleia e sua relação com a odontologia.

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